Fim do 1º turno abre disputa por 2028 e pela Mesa da ALMT em MT
Movimentos simultâneos no União Brasil, PL e MDB mostram que lideranças estaduais já redesenham alianças municipais e o comando do Legislativo.

Mesmo antes da conclusão do segundo turno presidencial em 25 de outubro, as principais forças partidárias de Mato Grosso já deram início a duas disputas estratégicas que definirão o equilíbrio de poder no Estado pelos próximos quatro anos: a composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (ALMT) em fevereiro de 2027 e a preparação dos palanques municipais de 2028. Declarações recentes de dirigentes do União Brasil, do PL e do MDB, registradas pelo Olhar Direto e pelo Clique F5, revelam como o resultado das urnas de outubro redesenhou as prioridades de cada legenda.
Consenso antecipado na Assembleia Legislativa
No Parlamento estadual, a movimentação mais visível é a busca por estabilidade institucional. O anúncio do deputado estadual eleito Léo Bortolin (MDB) de que abrirá mão de disputar cargos na Mesa no primeiro biênio para apoiar a recondução de Max Russi (Podemos) à presidência — somado ao acordo interno do MDB com Thiago Silva para manter Dr. João na Primeira Secretaria — sinaliza que o bloco governista trabalha para fechar a arquitetura de comando da Casa sem rachas internos.
União Brasil e PL miram os municípios em 2028
No plano partidário, o diagnóstico pós-urna aponta desafios distintos para as duas maiores legendas do espectro centro-direita e direita no Estado. No União Brasil, a cobrança do deputado Dilmar Dal Bosco por maior presença no interior levou o senador eleito Mauro Mendes a admitir publicamente a necessidade de "reciclagem e mudança de estratégia" para formar novos quadros municipais.
Já no Partido Liberal (PL), que viu prefeitos de polos estratégicos como Rondonópolis e Várzea Grande apoiarem Otaviano Pivetta (Republicanos) no primeiro turno, o presidente estadual Ananias Filho adotou um discurso duplo: evitou falar em expulsões imediatas, mas avisou que a sigla lançará candidatos próprios em 2028 onde os atuais gestores deixarem a legenda. Na prática, o calendário de 2028 já começou nos bastidores de Cuiabá e do interior.
Leia também: mais notícias da seção · Revisão do PPA prevê R$ 1,96 bilhão para duplicar 97 km da BR-163 e R$ 140 milhões para o MT Trifásico · TCE propõe sistema financeiro único obrigatório para as 142 prefeituras de MT até 2028
Fontes: Olhar Direto e Clique F5










