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Boca de urna aponta Likud à frente em Israel, mas sem maioria no Knesset

As pesquisas de boca de urna divulgadas após o fechamento das urnas apontam o Likud, de Benjamin Netanyahu, como o partido mais votado na eleição para o Knesset, com 24 a 25 cadeiras, à frente do Yashar, de Gadi Eisenkot, com 22 a 23, mas sem caminho claro para a maioria de 61 assentos.

Eleição em Israel
Foto: PikiWiki Israel/Wikimedia Commons

As pesquisas de boca de urna divulgadas após o fechamento das urnas apontam o Likud, de Benjamin Netanyahu, como o partido mais votado na eleição para o Knesset, com 24 a 25 cadeiras, à frente do Yashar, de Gadi Eisenkot, com 22 a 23, mas sem caminho claro para a maioria de 61 assentos.

As urnas fecharam às 22h no horário local, o equivalente a 16h em Cuiabá e 17h em Brasília. A eleição escolhe os 120 deputados do Knesset, o Parlamento de Israel, na primeira votação nacional desde os ataques de 7 de outubro de 2023.

O resultado projetado inverte a ordem das pesquisas finais pré-eleitorais, que colocavam o Yashar à frente do Likud, mas não resolve a disputa pela formação do governo. Nem o bloco do atual governo nem o bloco que busca substituí-lo aparecem, nas projeções iniciais, com rota direta para os 61 assentos necessários para governar. Nas duas primeiras pesquisas divulgadas, o bloco da oposição aparece com 52 a 53 assentos, o bloco de Netanyahu com 50 e os partidos árabes, juntos, com 17 a 18.

A surpresa projetada nas pesquisas de boca de urna é a força dos partidos árabes, que podem ganhar peso decisivo nas negociações para a formação de uma coalizão, mesmo sem integrar formalmente nenhum dos dois blocos principais. O Ra'am, liderado por Mansour Abbas, chama atenção por ter um candidato judeu em segundo lugar na lista, um detalhe que pode se tornar politicamente relevante caso líderes da oposição busquem seu apoio.

As pesquisas de boca de urna são estimativas preliminares, e a distribuição final de cadeiras pode mudar à medida que os votos forem apurados, sobretudo no caso de partidos pequenos próximos do limite de 3,25% dos votos válidos para entrar no Parlamento. A contagem final é esperada até 30 de outubro, e o resultado oficial, em 4 de novembro.

Depois da apuração, o presidente consulta os líderes dos partidos eleitos e encarrega o deputado com mais chance de montar uma coalizão com maioria no Knesset.

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