Reeleito, Lula diz que vai regular as big techs após suposta interferência
Reeleito, Lula afirmou que vai regular as grandes empresas de tecnologia após o que considera uma suposta interferência no processo eleitoral, em fala registrada na noite do dia 25 de outubro.

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Reeleito, Lula afirmou que vai regular as grandes empresas de tecnologia após o que considera uma suposta interferência no processo eleitoral, em fala registrada na noite do dia 25 de outubro. O vídeo, em que ele fala ao microfone diante de uma plateia, soma cerca de 155 mil visualizações.
A declaração é o desdobramento, já depois do resultado, de uma cobrança que Lula vinha fazendo ao longo da campanha. Durante a disputa, a campanha do presidente acusou a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, de limitar o alcance do candidato nas plataformas. Entre os dias 9 e 10 de outubro, o perfil oficial de Lula no Instagram ficou impedido de impulsionar publicações, e a campanha apontou ainda outros episódios de restrição e oscilação de alcance.
A Meta negou favorecimento a qualquer candidatura e atribuiu os episódios a falhas técnicas, entre elas uma falha global no Gerenciador de Anúncios provocada por uma atualização de código, revertida nas primeiras horas do dia 10 de outubro. Segundo a empresa, o problema atingiu milhares de anunciantes em vários países e não foi uma ação contra uma campanha específica. O caso foi levado ao Tribunal Superior Eleitoral e à Agência Nacional de Proteção de Dados.
É nesse clima que, na live com o deputado André Janones em 22 de outubro, Lula disse que a Meta vai ter que ser reinventada, porque não pode achar que pode enganar a humanidade todo tempo, e que a empresa vai ter que se enquadrar nos bons costumes e nas boas maneiras. Na mesma fala, ele prometeu derrotar o império digital e defendeu discutir uma regulamentação das redes sem censura, com liberdade de expressão com responsabilidade, em que qualquer crime na internet seja tratado como crime na vida real.
A fala da noite do dia 25, após a confirmação da reeleição, leva o mesmo tema para o novo mandato: a regulação das grandes plataformas passa a ser apresentada por Lula como uma das pautas do governo que se inicia, agora sob o argumento de que houve interferência no processo eleitoral. A suposta interferência é uma avaliação do presidente reeleito, não uma conclusão de órgão oficial.





