Na Nova Zelândia, duas pesquisas, dois líderes e nenhum favorito

A Nova Zelândia vota em 7 de novembro de 2026, e a votação antecipada abriu nesta segunda-feira sem que ninguém saiba quem vai ganhar — nem as pesquisas se entendem. Uma, de 20 de outubro, dá o Partido Nacional, do primeiro-ministro Christopher Luxon, com 32% contra 27% do Trabalhista. Outra, do dia anterior, inverte tudo: Trabalhista 28,7% contra 27,6% do Nacional. O tema que decide a parada é o bolso: economia lenta, inflação alta e custo de vida no centro da campanha. Luxon diz que o plano está funcionando e pede mais tempo; o líder trabalhista Chris Hipkins promete um governo antes do Natal e alívio rápido no custo de vida. Como o sistema neozelandês é proporcional, o vencedor da eleição nem sempre é quem governa: são as coalizões que decidem. E o fiel da balança pode ser o pequeno Partido Oportunidade, rondando os 5% necessários para entrar no parlamento — um partido nanico com poder de rei. Moral kiwi: quando duas pesquisas dão dois líderes, o favorito da eleição é a calculadora — e o rei é quem tiver 5%.





