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Em Bangladesh, o filho voltou do exílio e herdou o parlamento inteiro

Em Bangladesh, o filho voltou do exílio e herdou o parlamento inteiro

Bangladesh votou em 12 de fevereiro de 2026 na sua primeira eleição realmente competitiva desde a revolta de 2024 que derrubou Sheikh Hasina — e o resultado veio em tamanho de dinastia: o Partido Nacionalista (BNP), de Tarique Rahman, levou 212 das 299 cadeiras em disputa, mais de dois terços do parlamento. Rahman voltou do exílio no Reino Unido, onde passou quase duas décadas, para herdar o partido fundado pelo pai, ex-presidente assassinado, e liderado até dezembro de 2025 pela mãe, Khaleda Zia, a primeira mulher a ser primeira-ministra do país. Na política de Bangladesh, a família é quase um partido — e o partido, quase uma família. O segundo lugar ficou com o Jamaat-e-Islami e seus aliados, com 77 cadeiras, o melhor resultado da história do partido islamista. A participação foi de 59,44% — bem acima dos 41,8% da eleição anterior, mas longe dos tempos de fila cheia. Moral bengali: depois de uma revolta que derrubou um governo, o eleitor trocou a revolução pela herança — e entregou o parlamento inteiro a quem voltou de mala pronta.

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