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Recorde de deputadas estaduais esconde extremos: Ceará lidera e Acre zera bancada feminina

Serão 218 mulheres em 1.059 cadeiras a partir de 2027, mas sete estados recuaram

Sede da Assembleia Legislativa do Ceará, em Fortaleza.
Sede da Assembleia Legislativa do Ceará, em Fortaleza. Foto: Gabriel de Carvalho/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

ASSEMBLEIAS · REPRESENTAÇÃO FEMININA

Nunca tantas mulheres foram eleitas para os Legislativos estaduais. A partir de fevereiro, 218 das 1.059 cadeiras das assembleias e da Câmara Legislativa do Distrito Federal serão ocupadas por deputadas, 27 a mais do que na eleição anterior, cerca de 21% do total, segundo levantamento da Folha de S.Paulo.

A curva sobe desde 2014. O jornal contabiliza 138 eleitas em 2010, 119 em 2014, 163 em 2018 e 191 em 2022.

O caso cearense

A Assembleia do Ceará terá 14 mulheres entre 46 parlamentares, perto de 30,5%, a maior fatia do país. Há quatro anos eram nove. Nove das eleitas estreiam no cargo, informou a Alece em nota divulgada pela Unale. O PSB terá cinco deputadas; o PT, quatro; e o PL, três.

O presidente da Casa, Romeu Aldigueri, disse que o avanço vai além da “melhor representatividade da sociedade”. Reeleita para o quarto mandato, Dra. Silvana (PL) afirmou acreditar “em um Estado mais justo e igualitário, com a presença de mais mulheres”.

Na sequência aparecem São Paulo, com 29,8%, e Rio Grande do Norte, com 29,2%, de acordo com a Folha. A Alesp passará de 26 para 28 deputadas.

Onde houve recuo

Quinze estados além do Ceará, Mato Grosso entre eles, e o Distrito Federal aumentaram a presença feminina. Em sete o movimento foi inverso: Amazonas, Acre, Rondônia, Amapá, Sergipe, Alagoas e Paraná. O caso mais drástico é o acreano, onde as três cadeiras ocupadas por mulheres desapareceram. Maranhão, Piauí, Tocantins e Mato Grosso do Sul repetiram o número; entre esses, o sul-mato-grossense tem o menor índice, 8,3%, segundo a Folha.

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Fonte: Folha de S.Paulo · Alece (nota divulgada pela Unale)

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