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economia

B3 aciona circuit breaker e suspende o pregão à vista por 30 minutos

A B3 acionou o circuit breaker na manhã desta segunda-feira e suspendeu por 30 minutos as negociações do mercado à vista, após o Ibovespa abrir em queda de 10% no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Movimento no pregão da Bolsa de Valores
Foto: Núcleo Editorial / Wikimedia Commons

A B3 acionou o circuit breaker na manhã desta segunda-feira e suspendeu por 30 minutos as negociações do mercado à vista, após o Ibovespa abrir em queda de 10% no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A interrupção começou poucos minutos depois da abertura do pregão à vista, por volta das 10h no horário de Brasília (9h em Mato Grosso), e valeu para ações, opções referenciadas em ações, certificados de ações estrangeiras, índices e fundos de índice. As negociações foram retomadas em leilão entre 10h30 e 10h35 no horário de Brasília (9h30 e 9h35 em Mato Grosso), com o índice ainda em queda de 10%.

O circuit breaker é o mecanismo da B3 que interrompe temporariamente as negociações quando o Ibovespa cai 10% em relação ao fechamento anterior. Reabertas as negociações, uma perda de 15% provoca nova interrupção, desta vez por uma hora, e uma queda de 20% pode levar a B3 a determinar a suspensão por um período a ser definido.

A queda do mercado à vista veio depois de uma manhã de forte pressão no mercado futuro. O contrato futuro do Ibovespa com vencimento em 16 de dezembro chegou a recuar 19,78%, aos 166.940 pontos, e por volta das 10h10 no horário de Brasília (9h10 em Mato Grosso) ainda caía 16,74%, aos 173.260 pontos. Para dar conta da volatilidade, a B3 ampliou duas vezes os limites inferiores de oscilação diária dos contratos futuros do Ibovespa, de 10% para 15% antes da abertura e novamente para 20% após o início dos negócios, medida que também alcança os mini contratos do índice.

O dólar acompanhou o movimento: o comercial chegou a R$ 5,605 na máxima da sessão até o momento, em alta de 12,25%, depois de abrir o dia a R$ 5,424. As taxas dos juros futuros também dispararam: a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,915% no meio da manhã, em alta de 206 pontos-base ante o ajuste da sessão anterior, e a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 15,375%, com elevação de 263 pontos-base.

Em outra medida do dia, o Tesouro Nacional cancelou os leilões tradicionais de títulos indexados à inflação, previstos para terça-feira, e de títulos prefixados, previstos para quinta-feira. O leilão de Letras Financeiras do Tesouro, títulos indexados à taxa básica Selic, previsto para terça-feira, foi mantido, e o Tesouro afirmou que seguirá monitorando as condições do mercado para assegurar o bom funcionamento do mercado de títulos públicos.

Esta matéria é o desdobramento do pregão à vista da matéria da pré-abertura desta manhã, que cobriu o dólar a R$ 5,42 e o futuro do Ibovespa em queda de 14,84%: os números e o acionamento do circuit breaker são fatos novos da sessão à vista, não republicação.

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