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segunda-feira, 2 de novembro de 2026 · Mato GrossoEntrarAssinar
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Deputados do PT pedem prisão preventiva de Flávio e alerta da Interpol

Os deputados federais Lindbergh Farias e Rogério Correia e a deputada federal eleita Ana Elisa, todos do PT, pediram ao Supremo Tribunal Federal a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro e, caso a prisão seja decretada, a inclusão do nome dele na difusão vermelha da Interpol.

Deputados do PT pedem prisão preventiva de Flávio e alerta da Interpol
Deputado Lindbergh Farias na tribuna da Câmara — Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

Os deputados federais Lindbergh Farias e Rogério Correia e a deputada federal eleita Ana Elisa, todos do PT, pediram ao Supremo Tribunal Federal a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro e, caso a prisão seja decretada, a inclusão do nome dele na difusão vermelha da Interpol.
O pedido foi apresentado ao ministro Alexandre de Moraes nesta terça-feira, depois que o senador não entregou seus passaportes comum e diplomático dentro do prazo determinado pela Justiça, que terminou às 11h. A Polícia Federal cancelou os dois documentos ao meio-dia e informou que comunicará o descumprimento ao relator do caso.
Os parlamentares também pediram que a defesa do senador informe sua localização atual e que a Procuradoria-Geral da República se manifeste com urgência sobre o pedido. Como alternativa à prisão, solicitaram medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar e comparecimento periódico à Justiça.
O pedido menciona ainda a cooperação internacional para obter registros de passageiros e identificar o responsável pela contratação de uma aeronave particular citada em reportagens sobre uma possível saída do senador do Brasil. O governo argentino negou ter registro da entrada dele no país, e o paradeiro do parlamentar seguia desconhecido nesta terça-feira.

É importante distinguir o pedido da decisão: a prisão preventiva não foi decretada, e não há, até o momento, alerta internacional vigente contra o senador. A ordem de entrega dos passaportes e de proibição de deixar o país foi adotada no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Ambos negam irregularidades. Na segunda-feira, o senador afirmou em vídeo que não pretendia deixar o Brasil e que entregaria os documentos conforme a determinação judicial.

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