Reino Unido sanciona 15 comandantes por violência em El Fasher
O Reino Unido anunciou nesta segunda-feira sanções contra 15 comandantes militares do Sudão por suspeita de atrocidades, incluindo violência sexual ligada à queda de El Fasher, no Darfur do Norte, há um ano.

O Reino Unido anunciou nesta segunda-feira sanções contra 15 comandantes militares do Sudão por suspeita de atrocidades, incluindo violência sexual ligada à queda de El Fasher, no Darfur do Norte, há um ano.
As medidas, que incluem proibição de viagem e congelamento de bens, atingem comandantes das Forças de Apoio Rápido e das Forças Armadas Sudanesas, além de líderes de grupos armados aliados ao Exército. Entre os nomes citados estão o coronel Hussein Abu Jalak, ligado a atrocidades durante o cerco, e Al-Nour Ahmed Adam, conhecido como Al-Qubba, apontado como presente e com papel de destaque no cerco e no ataque à cidade.
O anúncio foi feito um ano após a queda de El Fasher, depois de um cerco de 18 meses em que moradores ficaram sem acesso adequado a alimentos, saúde e ajuda humanitária. Estimativas citadas no anúncio falam em até 10 mil mortos em dois dias na tomada da cidade e em 40 mil pessoas ainda desaparecidas.
O governo britânico afirmou que a medida segue a divulgação de um relatório financiado pelo Reino Unido, elaborado pelo Centro para Resiliência da Informação, que documenta uma campanha de fome deliberada e violência sexual ligada ao conflito por ambos os lados. O pacote inclui ainda 15 milhões de libras, cerca de US$ 20 milhões, em apoio humanitário e a sobreviventes, com reforço da ajuda em El Obeid e no Darfur do Norte.
Organizações humanitárias alertam que mais de meio milhão de deslocados vivem em Tawila e Dar es Salam, com escassez grave de alimentos, água potável, abrigo, educação e serviços de proteção, e que novos deslocamentos continuam: mais de 3.400 pessoas chegaram a Tawila apenas em setembro de 2026.





