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segunda-feira, 2 de novembro de 2026 · Mato GrossoEntrarAssinar
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Relatório da ONU aponta crimes em Gaza após a trégua

Uma comissão de inquérito da ONU afirmou em relatório publicado nesta segunda-feira que Israel continuou cometendo atos de genocídio em Gaza após o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos.

Relatório da ONU aponta crimes em Gaza após a trégua
Destruição em Gaza — Foto: Mahmoud Fareed / WAFA / Wikimedia Commons

Uma comissão de inquérito da ONU afirmou em relatório publicado nesta segunda-feira que Israel continuou cometendo atos de genocídio em Gaza após o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos no ano passado. O documento examina violações contra crianças palestinas desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023, até setembro deste ano.

A comissão afirma que forças israelenses continuaram usando munições pesadas, drones, artilharia e fogo de franco-atiradores em áreas densamente povoadas durante o cessar-fogo. O relatório aponta ainda que a chamada Linha Amarela, apresentada como demarcação temporária do cessar-fogo, estaria avançando sobre Gaza e se tornando uma fronteira de fato, o que refletiria a expansão do controle territorial israelense.

Na Cisjordânia ocupada, o relatório registra forte deterioração: o número de palestinos mortos em ataques aéreos subiu de 6, entre 2008 e 6 de outubro de 2023, para 254, entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2026. As operações militares desde janeiro de 2025 teriam provocado o maior deslocamento de palestinos na Cisjordânia desde 1967, com 34.176 pessoas ainda deslocadas em agosto de 2026.

As autoridades palestinas afirmam que mais de 74 mil pessoas foram mortas na ofensiva israelense em Gaza, iniciada após o ataque liderado pelo Hamas que matou cerca de 1.200 pessoas no sul de Israel em 7 de outubro de 2023. O relatório também critica a Autoridade Palestina, apontando ataques contra palestinos com opiniões dissidentes e mortes e ferimentos de jornalistas e defensores de direitos humanos.

Israel rejeitou o documento. A missão israelense em Genebra classificou o relatório como parte de uma campanha de desinformação para demonizar o Estado de Israel e negar seu direito de existir e de se defender. Um relatório anterior da mesma comissão, de setembro do ano passado, já havia chegado a conclusão semelhante e também foi repudiado por Israel.

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