Dino manda PF investigar suposto financiamento estrangeiro a Flávio
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira que a Polícia Federal abra um inquérito para apurar suspeitas de financiamento estrangeiro à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e de manipulação de algoritmos de redes sociais nas eleições.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira que a Polícia Federal abra um inquérito para apurar suspeitas de financiamento estrangeiro à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e de manipulação de algoritmos de redes sociais nas eleições de 2026.
A decisão aponta a organização norte-americana Rockbridge Network, ligada ao vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, como alvo central das suspeitas. Segundo as informações levadas ao Supremo, as tratativas teriam sido intermediadas pelos empresários Tallis Gomes e Pedro Sang.
A Polícia Federal deverá investigar se houve oferta de dinheiro, serviços ou outras vantagens à campanha, identificar os participantes e os objetivos das negociações e esclarecer se as tratativas resultaram em algum benefício para a candidatura. Outro ponto da apuração é a possível relação entre o apoio político estrangeiro e interesses na exploração de terras raras e minerais críticos brasileiros.
O inquérito também vai apurar se empresas de tecnologia manipularam seus sistemas para favorecer ou prejudicar candidatos, com suspeita de aumento da visibilidade de determinadas campanhas e redução do alcance das publicações dos adversários. Entre os elementos citados está um experimento em que um perfil recém-criado em rede social passou a receber sugestões majoritariamente favoráveis a um dos candidatos.
O pedido de apuração partiu do PT, mas o ministro negou a participação do partido na ação. A campanha de Flávio negou ter recebido recursos ou estrutura do exterior, e os empresários citados contestaram as acusações de financiamento irregular.
Trata-se de uma investigação aberta por decisão judicial, com suspeitas ainda a apurar — e não de uma conclusão sobre os fatos investigados.





