Lula defende industrializar minerais críticos no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o Brasil não deve repetir o modelo de exportação de matérias-primas sem processamento e defendeu a industrialização de minerais críticos e terras raras em território nacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o Brasil não deve repetir o modelo de exportação de matérias-primas sem processamento e defendeu a industrialização de minerais críticos e terras raras em território nacional. A declaração foi feita durante reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília. "A gente quer explorar, tirar da terra, fazer a separação, a industrialização e o processamento aqui no Brasil", afirmou Lula. "Nós não queremos ficar dependendo da China, dos Estados Unidos." O presidente defendeu a participação de empresas estrangeiras na exploração dos recursos, desde que atuem em parceria com companhias brasileiras e realizem o processamento dos minerais no país. "Pode ser americano, pode ser chinês, pode ser francês, quem quiser. Desde que queira participar junto com a empresa brasileira, desde que o processo de transformação seja feito aqui. Nós não seremos exportadores de produtos in natura outra vez", disse. Na quinta-feira, o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos aprovou, em sua primeira reunião, uma lista de 27 minerais críticos e estratégicos, com nove em prioridade máxima: terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio. A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, sancionada em setembro, prevê incentivos ao processamento e à transformação desses recursos no Brasil, com crédito fiscal de até R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034 para quem processar os minerais no país. Na mesma reunião do CNPE, Lula afirmou que o Brasil levará à COP31, na Turquia, uma proposta organizada para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e acelerar a transição energética. O conselho aprovou cinco resoluções para impulsionar a transição energética.





