Presidente do PT chama de inoportuna apreensão de passaporte de Flávio
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, avaliou que a apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro foi inoportuna do ponto de vista político, embora tenha ressalvado que não conhece os fundamentos jurídicos da medida.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, avaliou que a apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro foi inoportuna do ponto de vista político, embora tenha ressalvado que não conhece os fundamentos jurídicos da medida. Em entrevista publicada nesta terça-feira, 3 de novembro, ele disse que poderia ter sido mais adequado aguardar a consolidação do resultado eleitoral e, posteriormente, caso houvesse necessidade, adotar as medidas cabíveis.
O pedido de retenção dos documentos foi apresentado pela Polícia Federal sete minutos depois da proclamação do resultado do segundo turno, em 25 de outubro: o resultado foi divulgado às 21h09 e a representação foi assinada às 21h16. Edinho afirmou que não conhece os motivos que levaram ao pedido nem os fundamentos jurídicos da decisão, e disse que o tempo pode permitir compreender melhor por que a medida precisou ser tomada daquela maneira e naquele momento.
Edinho também rejeitou o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal nas circunstâncias atuais, avaliando que a medida enfraqueceria a democracia e as próprias instituições. A avaliação dele se limitou ao aspecto político da apreensão dos passaportes e não contestou juridicamente a decisão.