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Internacional

Ormuz: AIE apressa estoques de emergência e ONU teme quebra de safra por falta de adubo

No Brasil, diesel importado ganhou subvenção extra de R$ 1,40 por litro desde 14 de outubro

Navios da Marinha dos EUA atravessam o Estreito de Ormuz (arquivo).
Navios da Marinha dos EUA atravessam o Estreito de Ormuz (arquivo). Foto: Alex R. Forster/U.S. Navy (domínio público)

INTERNACIONAL · ENERGIA E ALIMENTOS

Os países que integram a Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram na quinta-feira (15) esvaziar mais depressa suas reservas estratégicas de petróleo. Em comunicado, o conselho de governadores informou que cerca de 330 milhões de barris já saíram dos estoques desde a ação coletiva de março e que os 100 milhões restantes, entre eles mais de 20 milhões de barris de diesel, devem ser colocados no mercado o quanto antes.

Segundo a própria AIE, o mercado continua apertado, sobretudo no diesel, e o volume final deve passar da meta inicial de 400 milhões de barris, já que alguns membros entregaram acima do prometido. A agência pediu aos países com capacidade ociosa de produção e refino que ampliem a oferta.

O risco no campo

A preocupação já chega à agricultura. O subsecretário-geral da ONU Jorge Moreira da Silva advertiu que regiões da Ásia e da África podem enfrentar crise alimentar se Washington e Teerã não aceitarem logo um corredor para fertilizantes, coordenado a partir de Omã, informou a Al Jazeera com base em entrevista à Reuters. Perder a janela de plantio, disse ele, derrubaria a produtividade e encareceria a comida.

Antes do conflito, perto de um terço da ureia negociada no mundo e quase metade do enxofre por via marítima cruzavam o estreito. A FAO alertou que a escassez afetaria a oferta de alimentos do fim de 2026 até 2027. “Os fertilizantes precisam ser aplicados em momentos específicos do ciclo da cultura”, afirmou o diretor-geral da organização, Qu Dongyu.

Como isso chega ao Brasil

De acordo com a Agência Brasil, desde 14 de outubro o diesel importado recebe subvenção de R$ 1,40 por litro, por 30 dias e com possibilidade de prorrogação, além dos R$ 2,12 já concedidos ao setor. A desoneração da gasolina subiu de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro. O país importa cerca de 30% do diesel que consome, e o barril, abaixo de US$ 70 antes da guerra, valia US$ 106 na quarta-feira (14). O governo diz que a arrecadação maior com a exportação de petróleo cobre o custo das medidas.

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Fonte: Agência Internacional de Energia · FAO · Al Jazeera · Agência Brasil

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