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Internacional

Mísseis houthis atingem palácio de governo em Áden; Riad contabiliza 20 ataques a aeroporto

Cinco morreram na sede do Executivo iemenita reconhecido pela ONU; Taiz vive cerco

Vista de Áden, no Iêmen (arquivo).
Vista de Áden, no Iêmen (arquivo). Foto: Jialiang Gao/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

INTERNACIONAL · ORIENTE MÉDIO

Pela primeira vez, o coração político do governo iemenita apoiado pela Arábia Saudita virou alvo direto. Na quinta-feira (15), os Houthis, movimento alinhado ao Irã, dispararam contra o complexo de Al-Maashiq, em Áden, onde fica o palácio presidencial. O ministro da Saúde do Iêmen contou cinco mortos e 16 feridos, segundo a Al Jazeera.

O governo garantiu que o primeiro-ministro e outras autoridades saíram ilesos, embora dois seguranças dele tenham morrido. Para o ministro da Informação, Moammar al-Eryani, cinco mísseis atingiram o local. Os rebeldes alegaram ter matado ou ferido oficiais sauditas, versão sem confirmação independente. Correspondentes da emissora catariana descreveram o temor de que o país mergulhe numa guerra civil aberta, com envolvimento de vizinhos.

Pressão sobre Riad

A coalizão liderada pelos sauditas informou no mesmo dia que o Aeroporto Internacional King Khalid, na capital do reino, sofreu 20 ataques desde 1º de outubro, com 17 mortos e mais de 330 feridos, de acordo com a agência Xinhua. O porta-voz militar Turki al-Maliki mostrou vídeos de passageiros correndo e acusou os Houthis de receber mísseis balísticos de países da região.

Um dia antes, a coalizão dissera ter interceptado um míssil lançado contra Riad, depois de alertas também em Al-Kharj, e abatido um drone na Província Oriental, segundo a agência turca Anadolu.

Frente em Taiz

A terceira maior cidade iemenita está quase cercada pelos rebeldes. Quem domina a região tem acesso ao estreito de Bab al-Mandeb, ligação entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden. O Ministério da Saúde fala em “catástrofe humanitária”, relatou a Al Jazeera.

A escalada se soma à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã e às restrições em Ormuz, que já elevaram o petróleo e afetaram o preço do diesel no Brasil.

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Fonte: Al Jazeera · Xinhua · Anadolu

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