Macron chama ataque em Trappes de atentado terrorista e racista
O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou como terrorista e racista o ataque a tiros que deixou um morto e cinco feridos na sexta-feira em Trappes, na região de Paris.

O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou como terrorista e racista o ataque a tiros que deixou um morto e cinco feridos na sexta-feira em Trappes, na região de Paris.
O ataque aconteceu na manhã de sexta-feira (23), por volta das 10h30, e se estendeu à vizinha La Verrière. O atirador disparou de um carro contra um posto de gasolina, um centro médico e um parquinho infantil, em uma sequência que durou cerca de 15 minutos.
Entre os feridos está uma menina de 12 anos, atingida oito vezes. O morto tinha 26 anos. O suspeito, de 39 anos, foi preso em Coignières, e a Procuradoria Antiterrorista francesa abriu investigação por homicídio ligado a empresa terrorista.
Em visita a Trappes na noite de sexta-feira, Macron disse que é a primeira vez que há um ato terrorista planejado para matar compatriotas pela cor da pele ou pela religião. O prefeito da cidade, Ali Rabeh, também chamou o ataque de racista e provavelmente islamofóbico.
A caracterização do motivo ainda não é uma conclusão judicial: a investigação segue em curso e permanecem dúvidas sobre os motivos do suspeito. O caso ocorre no mesmo fim de semana em que a França vive o segundo sábado seguido de protestos pelo custo de vida, com cerca de 70 mil policiais mobilizados e museus fechados em Paris.
Leia também: mais notícias da seção · Rússia e Ucrânia marcam negociação de paz em Abu Dhabi para novembro · FMI e OCDE alertam que a IA pode ampliar a desigualdade entre países





