Deltan diz que documentos de Lula ao TSE não têm dados bancários
O ex-procurador da Lava Jato e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) afirmou nesta sexta-feira (23) que o material entregue pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não contém os dados bancários e fiscais do candidato à reeleição.

O ex-procurador da Lava Jato e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) afirmou nesta sexta-feira (23) que o material entregue pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não contém os dados bancários e fiscais do candidato à reeleição. Designado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para analisar os documentos, Dallagnol classificou a entrega como "fraude".
Segundo ele, as 224 páginas apresentadas são compostas, em sua maioria, por acusações contra o candidato do PL, e não pelos extratos e declarações previstos no acordo firmado entre as duas campanhas. Pelo compromisso assinado no TSE, Lula e Flávio autorizaram a quebra simultânea dos próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico, em uma disputa sobre transparência na reta final do segundo turno.
A cobrança começou na quinta-feira (22), quando Dallagnol esteve no TSE e afirmou que o documento de autorização apresentado pela campanha petista trazia restrições de alcance, deixando de fora informações ligadas ao Instituto Lula e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na ocasião, ele declarou que os advogados da campanha de Flávio fizeram anotações no texto para registrar que a autorização deveria ser ampla.
O ex-procurador defendeu ainda a divulgação de informações sobre cartões corporativos, viagens da primeira-dama e o uso do avião presidencial, e cobrou a entrega efetiva dos dados dentro do prazo combinado entre as campanhas.
A campanha de Lula contesta a versão de Dallagnol. Os petistas afirmam que entregaram os documentos solicitados e que propuseram que as autorizações para a quebra dos sigilos dos dois candidatos fossem apresentadas simultaneamente, como previsto no acordo.
O impasse ocorre a dois dias do segundo turno, marcado para domingo (25), quando Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência da República.
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