Mato Grosso rema contra a maré e vira a seta do mapa do Brasil

No segundo turno de 25 de outubro de 2026, o Brasil reelegeu Lula com 51,76% dos votos válidos contra 48,24%, com 99,78% das seções apuradas. O país seguiu para um lado. Mato Grosso, não. Por aqui, o placar foi quase o inverso: Flávio Bolsonaro venceu no estado com 66,06% dos votos válidos contra 33,94% de Lula — 1.350.912 votos contra 694.067 — com 99,99% das seções mato-grossenses apuradas. É como se, no mapa, todos os estados marchassem numa direção e Mato Grosso resolvesse marchar na outra, de peito estufado. Não há nada de errado nisso: mapa não é exército, e voto não é marcha. Mas a imagem fica: enquanto o Brasil virava a seta para um lado, Mato Grosso apontava a sua para o outro — e, no fim, o estado que mais destoa do resultado nacional é também o que mais gosta de lembrar que destoa.





