Na Irlanda, a vitória foi histórica e o protesto foi em voto nulo

A Irlanda elegeu em 24 de outubro de 2026 a sua décima presidente, e a vitória foi daquelas que entram para os livros: a independente Catherine Connolly levou 63,4% das primeiras preferências, 914.143 votos — o maior total de um candidato em qualquer eleição presidencial disputada do país. A rival Heather Humphreys ficou com cerca de 29%. E o terceiro nome na cédula, Jim Gavin, já tinha desistido da corrida três semanas antes — mas continuou impresso no papel e ainda recolheu 7% dos votos. Na Irlanda, até quem sai da disputa continua disputando. O outro recorde da noite não foi de ninguém: 213.738 cédulas anuladas, quase 13% do total — um eleitor em cada oito foi à seção eleitoral só para estragar o voto. Vitória histórica de um lado, protesto histórico do outro, e a mesma urna guardando os dois. Connolly assume em 11 de novembro. Moral irlandesa: quando a vitória é tão grande que cabe nos livros, o protesto também quer o seu capítulo.





