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quinta-feira, 5 de novembro de 2026 · Mato GrossoEntrarAssinar
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PF estima em R$ 145 milhões prejuízo no TCE-MT e pede bloqueio de bens

A Polícia Federal estima que o prejuízo ligado às suspeitas apuradas na Operação Tomada de Contas, no Tribunal de Contas de Mato Grosso, pode chegar a R$ 145 milhões, e o Superior Tribunal de Justiça determinou o sequestro de bens dos investigados nesse valor aproximado.

PF estima em R$ 145 milhões prejuízo no TCE-MT e pede bloqueio de bens
Foto: Ministério Público de Contas de Mato Grosso (MPC-MT)

A Polícia Federal estima que o prejuízo ligado às suspeitas apuradas na Operação Tomada de Contas, no Tribunal de Contas de Mato Grosso, pode chegar a R$ 145 milhões, e o Superior Tribunal de Justiça determinou o sequestro de bens dos investigados nesse valor aproximado. A estimativa consta da decisão que determinou as prisões preventivas na operação, deflagrada na quinta-feira, 29 de outubro.

Segundo a investigação, foram identificadas R$ 75,8 milhões em movimentações consideradas suspeitas entre janeiro e outubro de 2025, e a avaliação é de que o impacto financeiro pode ser maior. Os valores mencionados são estimativas e movimentações em análise e não constituem, isoladamente, prova definitiva de desvio ou de culpa dos investigados.

A decisão também cita, no caso do presidente do tribunal, Sérgio Ricardo de Almeida, cerca de 150 saques em espécie que somariam R$ 15,6 milhões em menos de dez meses de 2025, e depósitos de aproximadamente R$ 15,4 milhões em contas vinculadas a ele. As prisões são preventivas, de natureza cautelar, e não significam condenação, e o processo corre sob sigilo, sob supervisão do Superior Tribunal de Justiça.

O balanço final da operação, divulgado em 30 de outubro, aponta a apreensão de R$ 4.360.607 em espécie, além de 27 celulares, 31 veículos, 16 armas de fogo, 6.512 munições, 167 relógios e 112 garrafas de vinho. Ao todo, seis pessoas foram presas. As medidas foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça e mobilizaram mais de 180 policiais federais, com seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Os valores e os bens apreendidos são objeto da investigação em curso, e as prisões preventivas não significam condenação.

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