Quaest: fim da 6×1 e caso Banco Master pesaram no voto do 1º turno
Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta quinta-feira (22) aponta que as notícias sobre o fim da escala de trabalho 6×1 e o caso Banco Master tiveram a maior influência na definição do voto para preside

Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta quinta-feira (22) aponta que as notícias sobre o fim da escala de trabalho 6×1 e o caso Banco Master tiveram a maior influência na definição do voto para presidente da República no primeiro turno das eleições de 2026.
A votação ocorreu em 4 de outubro e terminou com Flávio Bolsonaro (PL) na primeira colocação e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em segundo lugar. A diferença entre os dois candidatos foi inferior a dois pontos percentuais — cerca de 2,2 milhões de votos, segundo o levantamento.
De acordo com os dados apresentados, 17% dos entrevistados apontaram a defesa do fim da escala 6×1 como a notícia mais importante para a definição do voto. Na sequência, aparecem as denúncias sobre o suposto envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o caso Banco Master, mencionadas por 14% dos entrevistados. Já o envolvimento de políticos com Daniel Vorcaro e o escândalo envolvendo a instituição financeira foram citados por 13%.
As medidas do governo para proibir bets, sites de apostas e cassinos on-line foram apontadas por 11% dos participantes. Outros temas tiveram menor impacto declarado: a repercussão sobre o aumento do Bolsa Família e a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida, considerada padroeira do Brasil, somaram 8% das respostas em uma das opções apresentadas. O aumento do benefício, isoladamente, foi citado por 7%.
Entre os entrevistados, 23% disseram que nenhuma das opções influenciou a definição do voto, enquanto 7% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento também identificou diferenças entre os grupos de eleitores. Entre os que declararam voto em Lula, 25% apontaram as notícias sobre o fim da escala 6×1 como o principal tema para a escolha. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 23% citaram as denúncias envolvendo ministros do STF e o caso Banco Master.
Por gênero, as mulheres priorizaram o fim da escala 6×1 (19%), enquanto os homens destacaram as denúncias sobre ministros do STF relacionadas ao Banco Master (19%). Entre os eleitores que citaram a relação de políticos com o Banco Master como fator mais importante, 8% dizem ter mudado o voto. No grupo que apontou a proibição das bets, o percentual de mudança foi de 7%.
O mesmo levantamento mediu as intenções de voto para o segundo turno: Flávio Bolsonaro aparece com 45% e Lula, com 44%.
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