Quase 1.900 indígenas do Vale do Javari podem ficar sem votar
Quase 1.900 eleitores indígenas de 43 aldeias do Vale do Javari podem ficar sem votar no domingo por falta de transporte fluvial até as seções eleitorais.

Quase 1.900 eleitores indígenas de 43 aldeias do Vale do Javari podem ficar sem votar no domingo por falta de transporte fluvial até as seções eleitorais.
A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas pedindo barcos, tripulação, combustível, alimentação e água potável para o segundo turno. As viagens podem durar até dois dias e as distâncias chegam a 900 quilômetros.
O pedido havia sido negado pela zona eleitoral de Atalaia do Norte por prazo e falta de orçamento. No primeiro turno, a abstenção na região foi de 28%.
O problema não é só do Javari. O Ministério Público Eleitoral oficiou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, pedindo medidas para o voto indígena no segundo turno, citando a falta de transporte gratuito no primeiro turno e a falta de mesários que falem línguas indígenas.
Segundo dados do TSE citados pelo Ministério Público Eleitoral, 287.157 indígenas estão aptos a votar em 2026, um aumento de 84% em relação às eleições municipais de 2024. A Defensoria Pública da União acionou o Supremo Tribunal Federal por transporte gratuito no segundo turno, e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil relatou falhas no atendimento em pelo menos sete estados.
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