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segunda-feira, 2 de novembro de 2026 · Mato GrossoEntrarAssinar
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Justiça Militar torna réus PMs que liberaram Sastre após acidente fatal

A Justiça Militar de São Paulo aceitou a denúncia em 22 de outubro e tornou réus os dois policiais militares que liberaram o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho no local do acidente que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, em 2024, sem teste do bafômetro.

Justiça Militar torna réus PMs que liberaram Sastre após acidente fatal
Viaturas da Polícia Militar de São Paulo — Foto: Alexandre Carvalho/A2img / Wikimedia Commons

A Justiça Militar de São Paulo aceitou a denúncia em 22 de outubro e tornou réus os dois policiais militares que liberaram o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho no local do acidente que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, em 2024, sem teste do bafômetro. Os agentes passam a responder criminalmente pelo crime de inobservância de lei, regulamento ou instrução, na modalidade de tolerância, previsto no Código Penal Militar.

Segundo a acusação, os policiais que atenderam à ocorrência não seguiram os procedimentos operacionais da corporação: não preservaram o local do acidente, não ofereceram o etilômetro ao motorista do Porsche e não acionaram adequadamente as câmeras corporais portáteis. Para a Promotoria de Justiça Militar, a conduta prejudicou a investigação do homicídio e causou prejuízo à administração militar.

O acidente aconteceu na madrugada de 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. O Porsche dirigido por Sastre atingiu a traseira de um Renault Sandero conduzido por Ornaldo, de 52 anos, que foi socorrido e levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas não resistiu aos ferimentos. A perícia apontou que o Porsche trafegava a cerca de 156 quilômetros por hora momentos antes da colisão, em um trecho com limite de 50 quilômetros por hora. O passageiro do Porsche, Marcus Vinicius Machado Rocha, fraturou quatro costelas e perdeu o baço.

Sastre deixou o local do acidente acompanhado da mãe, sob a justificativa de procurar atendimento médico, e só se apresentou à polícia 36 horas depois, sem ter realizado o teste do bafômetro no momento da ocorrência. Ele foi condenado em 30 de outubro a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão pelo júri da 5ª Vara do Júri da capital paulista. Os próximos atos do processo contra os policiais seguirão o rito legal aplicável.

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