Ibovespa 168.176,02 ▼ -0,6% · Semana: -18% (fechamento preliminar de 30/10)
Dólar PTAX R$ 5,4212 ▲ +0,87% · Semana: +7,61% (fechamento preliminar de 30/10)
Próximo pregão: terça 03/11 — segunda 02/11 é feriado (Finados), sem pregão na B3
segunda-feira, 2 de novembro de 2026 · Mato GrossoEntrarAssinar
justica

STF torna réu blogueiro Oswaldo Eustáquio por associação criminosa

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, tornar réu o blogueiro Oswaldo Eustáquio por associação criminosa em investigação relacionada aos atos de 8 de janeiro de 2023, abrindo uma ação penal contra ele.

STF torna réu blogueiro Oswaldo Eustáquio por associação criminosa
Prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília — Wikimedia Commons

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, tornar réu o blogueiro Oswaldo Eustáquio por associação criminosa em investigação relacionada aos atos de 8 de janeiro de 2023.

A decisão foi tomada em julgamento no plenário virtual encerrado na sexta-feira, 23 de outubro. O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pelo recebimento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República e foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

Com a decisão, será aberta uma ação penal contra Eustáquio, que está na Espanha desde 2023 e é considerado foragido pela Justiça brasileira. O recebimento da denúncia não é uma conclusão sobre a culpa do acusado: a Turma verificou apenas se a acusação tem lastro mínimo para virar processo, e o caso passa agora para a fase de instrução, com produção de provas e defesa.

Segundo a acusação, o blogueiro participou de uma articulação para deslegitimar o resultado das eleições presidenciais de 2022 e impedir a diplomação e a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A denúncia aponta publicações em redes sociais, participação em acampamentos e bloqueios de rodovias e manifestações em frente a instalações militares, em episódios iniciados em novembro de 2022.

Ao votar, o relator afirmou que a liberdade de expressão e o pluralismo político são garantias constitucionais, mas não protegem manifestações que defendam a violência contra as instituições democráticas ou uma intervenção militar.

A defesa de Eustáquio contestou a forma como foi feita a notificação do cliente, questionando a citação por edital e sustentando que o endereço dele é conhecido pelas autoridades há três anos.

justica

Colunas e Artigos

Receba O Dia Político no seu e-mail

Política sem enrolação, toda manhã.

Confira seu e-mail para confirmar.

O Dia Político usa apenas cookies estritamente necessários ao funcionamento do site. Usamos o Google Analytics 4 apenas para medir a audiência do site, sem rastreadores de publicidade. Vídeos do YouTube carregam em modo de privacidade aprimorada e só contatam o YouTube quando você aperta o play. Leia a Política de Privacidade.